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O que é CLS (Cumulative Layout Shift) e como reduzir nos Core Web Vitals

Por Tiago CostaAtualizado em 2 de julho de 2026

Ilustração de uma tela cujos blocos de conteúdo saltam de posição durante o carregamento, representando o CLS.
Definição

CLS (Cumulative Layout Shift) mede o quanto os elementos de uma página se movem de forma inesperada durante o carregamento. Segundo o Google, o valor ideal é:

  • Bom: 0,1 ou menos;
  • Precisa melhorar: entre 0,1 e 0,25;
  • Ruim: acima de 0,25.

O que é CLS (Cumulative Layout Shift)

O CLS, sigla de Cumulative Layout Shift (mudança cumulativa de layout), é a métrica que mede a estabilidade visual de uma página enquanto ela carrega. Ele faz parte dos Core Web Vitals, o conjunto de métricas de experiência que o Google usa como sinal de ranqueamento.

Na prática, o CLS captura aquele incômodo em que você vai clicar em um botão e, de repente, um banner ou uma imagem carrega, empurra tudo para baixo e você acaba clicando no lugar errado. Cada salto inesperado de um elemento soma pontos ao CLS: quanto mais a página se mexe sozinha, pior a nota.

Um aviso rápido sobre a sigla: CLS também é o nome de um modelo de carro da Mercedes-Benz e de várias empresas. Neste glossário, CLS significa sempre a métrica de estabilidade visual dos Core Web Vitals.

Como o CLS é calculado

O CLS não mede tempo, e sim movimento. Ele resulta da combinação de dois fatores a cada salto de layout: a fração de impacto (quanto da tela o elemento instável ocupa) e a fração de distância (o quanto ele se deslocou). A pontuação de um salto é a multiplicação dos dois.

O buscador soma esses saltos em janelas de sessão e considera a maior delas como a nota final da página. Só entram na conta os deslocamentos inesperados: se o elemento se move por causa de uma ação do usuário, como clicar para expandir um menu, aquele movimento não é penalizado.

Por ser uma métrica de campo, o CLS costuma ser medido com dados reais de usuários. Ferramentas de SEO técnico e o próprio relatório do Google reúnem esses números ao longo do tempo, no percentil 75 dos carregamentos.

Infográfico com a escala do CLS mostrando as faixas bom (0,1 ou menos), precisa melhorar e ruim (acima de 0,25).
A escala do CLS: as faixas bom, precisa melhorar e ruim segundo o Google.

Qual é um bom valor de CLS

O Google define faixas claras para o CLS. Segundo a documentação do web.dev, a meta é ficar em 0,1 ou menos no percentil 75 dos carregamentos, tanto no celular quanto no computador:

FaixaValor de CLS
Bom0,1 ou menos
Precisa melhorarentre 0,1 e 0,25
Ruimacima de 0,25

Ao contrário de métricas medidas em segundos, o CLS é um número sem unidade: quanto mais perto de zero, mais estável a página. Ele forma o trio dos Core Web Vitals ao lado do LCP, que mede o carregamento, e do INP, que mede a resposta à interação.

O que causa layout shift

Os saltos de layout quase sempre têm as mesmas origens. As mais comuns são:

  • Imagens sem dimensões: fotos e vídeos sem largura e altura definidas fazem o texto pular quando finalmente carregam.
  • Anúncios, embeds e iframes: blocos de tamanho variável que aparecem sem um espaço reservado empurram o conteúdo ao redor.
  • Fontes web: quando a fonte personalizada troca a fonte padrão, o texto pode mudar de tamanho e reorganizar a página.
  • Conteúdo injetado dinamicamente: avisos de cookie, banners e widgets inseridos acima do que já estava na tela deslocam tudo para baixo.
  • Ações que esperam a rede: elementos que só aparecem depois de uma resposta do servidor e entram no meio do conteúdo.

Reconhecer a causa é metade do caminho: a maioria desses problemas se resolve reservando espaço antes de o elemento chegar.

Ilustração de um cursor tentando clicar em um botão que salta de posição quando uma imagem carrega acima, ilustrando o layout shift.

Como reduzir o CLS: passo a passo

Estabilizar a página é, na prática, garantir que cada elemento já tenha o seu lugar antes de carregar. Um bom roteiro:

  • Defina largura e altura das mídias: informe as dimensões de imagens e vídeos para o navegador reservar o espaço exato.
  • Reserve área para anúncios e embeds: deixe um contêiner com tamanho fixo onde o bloco vai entrar.
  • Cuide das fontes: faça o pré-carregamento das fontes principais e use estratégias de exibição que evitem a troca brusca.
  • Não empurre o conteúdo: insira banners e avisos sem deslocar o que a pessoa já está lendo, de preferência em espaços fixos.
  • Anime com transform: prefira animações que não alterem o fluxo do layout.

Depois dos ajustes, meça de novo com dados reais. Pequenas mudanças no reservar de espaço costumam derrubar bastante a nota.

CLS, experiência e ranking: por que vale a pena

Reduzir o CLS não é só capricho técnico. Uma página estável evita cliques errados, transmite qualidade e mantém a pessoa lendo, o que melhora métricas de negócio de ponta a ponta.

Os dados reforçam isso. Em um estudo de caso publicado pelo web.dev, a Rakuten 24 melhorou os Core Web Vitals de uma página, com o CLS caindo cerca de 92% em relação à versão original, e registrou aumento de 53,37% na receita por visitante e de 33,13% na taxa de conversão. Como os Core Web Vitals são um sinal de ranqueamento, o ganho aparece tanto em experiência quanto em busca.

Para acompanhar a evolução, o relatório de Core Web Vitals do Google Search Console mostra quais URLs estão nas faixas boa, a melhorar e ruim, com base em usuários reais. É por ali que se prioriza o que corrigir primeiro.

Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes

Qual é o significado de CLS?

CLS significa Cumulative Layout Shift, ou mudança cumulativa de layout. É a métrica dos Core Web Vitals que mede o quanto os elementos de uma página se movem de forma inesperada durante o carregamento.

O que é o CLS em SEO?

Em SEO, o CLS é um dos três Core Web Vitals e funciona como sinal de experiência no ranqueamento. Ele avalia a estabilidade visual da página, e valores de 0,1 ou menos são considerados bons pelo Google.

Qual é um bom valor de CLS?

Um bom CLS é de 0,1 ou menos, medido no percentil 75 dos carregamentos. Entre 0,1 e 0,25 a página precisa melhorar, e acima de 0,25 o valor é considerado ruim.

Como reduzir o CLS?

Reserve espaço para os elementos antes que eles carreguem: defina largura e altura de imagens e vídeos, deixe áreas fixas para anúncios e embeds, cuide do carregamento das fontes e evite inserir conteúdo acima do que a pessoa já está lendo.

CLS tem a ver com a Mercedes CLS?

Não. A sigla CLS também nomeia um modelo de carro da Mercedes-Benz, mas em SEO e desempenho web ela se refere sempre ao Cumulative Layout Shift, a métrica de estabilidade visual dos Core Web Vitals.

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Core web vitalsCore Web Vitals são um conjunto de três métricas do Google que medem a experiência real de quem usa uma página: a velocidade de carregamento (LCP), a rapidez de resposta às interações (INP) e a estabilidade visual do layout (CLS). Elas fazem parte dos sinais de experiência da página e ajudam o Google a avaliar se um site oferece uma navegação agradável.LCPLCP, sigla de Largest Contentful Paint (maior renderização de conteúdo), é uma das métricas dos Core Web Vitals do Google. Ela mede quanto tempo o maior elemento visível da página, geralmente uma imagem de destaque ou um bloco de texto grande, leva para aparecer na tela desde o início do carregamento. Quanto menor o LCP, mais rápido o usuário sente que a página carregou.INPO INP, sigla de Interaction to Next Paint (interação até a próxima renderização), é uma das métricas dos Core Web Vitals do Google. Ele mede a responsividade da página, ou seja, quanto tempo ela leva para responder visualmente depois que o usuário clica, toca ou digita. Quanto menor o INP, mais rápida e fluida é a experiência. O INP substituiu o antigo FID (First Input Delay) como métrica oficial de responsividade.SEO técnicoSEO técnico é o conjunto de otimizações feitas na infraestrutura de um site para que os buscadores consigam rastrear, entender, indexar e exibir suas páginas com eficiência. Enquanto o conteúdo cuida do que a página diz, o SEO técnico cuida da base invisível que sustenta tudo: velocidade de carregamento, estrutura de URLs, arquitetura de links internos, versão mobile, segurança, dados estruturados, indexação e códigos de status. Sem essa fundação em ordem, mesmo o melhor conteúdo pode nunca aparecer na busca.