O que é INP (Interaction to Next Paint) e como melhorar nos Core Web Vitals
Por Tiago CostaAtualizado em 2 de julho de 2026

O INP (Interaction to Next Paint) mede a responsividade de uma página, do clique do usuário até a próxima atualização visual na tela. Medido no percentil 75, os valores de referência são:
- bom: 200 milissegundos ou menos;
- precisa melhorar: entre 200 e 500 milissegundos;
- ruim: acima de 500 milissegundos.
O que é o INP (Interaction to Next Paint)
O INP, ou Interaction to Next Paint, é uma métrica que avalia a responsividade de uma página, isto é, a rapidez com que ela reage às interações de quem navega. A cada clique, toque ou tecla, o INP mede quanto tempo passa até a página mostrar uma resposta visual na tela.
Um aviso rápido para quem pesquisa em português: aqui o INP é a métrica de desempenho web, não o INPI, o instituto de propriedade industrial. Neste glossário, INP significa sempre Interaction to Next Paint, um dos sinais de experiência que o Google usa para avaliar páginas.
Diferente de métricas que olham só o carregamento inicial, o INP acompanha a página durante todo o uso, registrando a pior (ou quase a pior) demora entre as interações. É isso que o torna um bom retrato da sensação de fluidez que o usuário tem de verdade.
Como o INP é medido e o que é um bom valor
O INP é sempre medido no percentil 75 das visitas, o que significa que 75% das interações precisam ficar dentro do limite para o valor ser considerado bom. Segundo a documentação do web.dev, do Google, as faixas de referência são:
| Faixa | Tempo (percentil 75) | O que significa |
|---|---|---|
| Bom | 200 ms ou menos | Página responde rápido |
| Precisa melhorar | 200 a 500 ms | Resposta perceptivelmente lenta |
| Ruim | Acima de 500 ms | Página parece travada |
O valor é dado em milissegundos: quanto menor, melhor. Uma página que responde em 150 ms passa uma sensação de fluidez, enquanto uma que demora 600 ms parece pesada e frustrante.

INP e os Core Web Vitals: onde a métrica se encaixa
O INP é uma das três métricas dos Core Web Vitals, o conjunto de sinais de experiência de página do Google. Cada uma mede uma dimensão diferente:
- LCP: o Largest Contentful Paint mede a velocidade de carregamento do conteúdo principal.
- INP: mede a responsividade às interações do usuário.
- CLS: o Cumulative Layout Shift mede a estabilidade visual, ou seja, o quanto os elementos pulam na tela.
O INP entrou no lugar do antigo FID (First Input Delay) e é considerado uma medida mais completa: enquanto o FID só olhava a primeira interação, o INP avalia todas ao longo da visita. Uma página só passa nos Core Web Vitals quando atinge um bom resultado nas três métricas ao mesmo tempo.
O que piora o INP
Na prática, o vilão número um do INP é o JavaScript pesado. Quando a página tem muito código para executar, a thread principal do navegador fica ocupada e não consegue responder ao usuário na hora. As causas mais comuns são:
- Tarefas longas de JavaScript: blocos de código que travam a thread principal por centenas de milissegundos.
- Excesso de scripts de terceiros: tags de anúncio, chat e analytics que competem por processamento.
- Renderização custosa: mudanças grandes no layout logo após a interação.
- Dispositivos mais fracos: celulares de entrada sofrem mais, já que processam o mesmo código com menos potência.
Por isso o INP costuma ser bem pior no celular do que no desktop, e é no celular que a maioria das buscas acontece.
Como melhorar o INP passo a passo
Melhorar o INP é, quase sempre, aliviar a thread principal. Um bom roteiro:
- Quebre as tarefas longas: divida blocos grandes de JavaScript em pedaços menores, devolvendo o controle ao navegador entre eles.
- Adie o que não é essencial: carregue scripts de terceiros de forma assíncrona ou só quando forem necessários.
- Reduza o JavaScript: remova código não usado e envie menos para o navegador.
- Priorize o feedback visual: mostre uma resposta imediata (um estado de carregando, por exemplo) antes de processar o resto.
- Teste em aparelhos reais: valide o INP em celulares medianos, não só no seu computador rápido.
Cuidar disso também melhora a experiência de leitura e a percepção geral de qualidade do site, o que ajuda a segurar o visitante na página.

INP e SEO: impacto no Google
Os Core Web Vitals, incluindo o INP, são parte dos sinais de experiência de página que o Google usa como fator de classificação. O peso não é enorme, mas em disputas equilibradas uma página mais responsiva leva vantagem, e uma experiência ruim afasta o usuário e derruba as conversões.
A boa notícia é que os sites vêm melhorando. Segundo um estudo da DebugBear, cerca de 80% das páginas iniciais no celular tiveram um bom INP em 2025, uma melhora de 7 pontos percentuais em relação a 2024. Ainda sobra trabalho, sobretudo em sites cheios de scripts.
Para acompanhar o seu próprio INP, o Google Search Console traz um relatório de Core Web Vitals com dados reais de usuários, e cuidar dessa métrica é parte central do SEO técnico.