Link nofollow: o que é e como usar no SEO
Por Tiago CostaAtualizado em 2 de julho de 2026

Nofollow é um atributo de link (rel="nofollow") que pede ao Google para não passar autoridade à página de destino. Na prática, um link nofollow:
- continua clicável e leva o usuário ao destino;
- não transfere autoridade (link juice) de SEO;
- serve para links pagos, comentários e fontes não endossadas;
- desde 2020, é tratado pelo Google como uma dica, não uma ordem.
O que é um link nofollow
Um link nofollow é um link que carrega o atributo rel="nofollow" no código HTML. Esse atributo funciona como um recado ao buscador: aponto para esta página, mas não quero endossá-la nem transferir autoridade para ela. Na prática, o link continua clicável e leva o usuário ao destino normalmente, só que sem o peso de um voto de SEO.
Na estrutura de um link, o nofollow aparece assim: a href="https://exemplo.com" rel="nofollow". Sem esse atributo, o link é considerado dofollow por padrão e transmite autoridade normalmente.
O nofollow foi criado pelo Google em 2005 para combater o spam de comentários em blogs. A ideia era simples: se os links deixados em comentários não passassem autoridade, os spammers perderiam o incentivo para enchê-los de links. Desde então, o atributo virou uma ferramenta importante de controle sobre quais backlinks você endossa.
Nofollow x dofollow: qual a diferença
A diferença entre os dois é direta e gira em torno de uma coisa: a transferência de autoridade, às vezes chamada de link juice.
| Atributo | O que faz |
|---|---|
| Dofollow | É o link padrão. Transmite autoridade e ajuda a página de destino a ranquear melhor. |
| Nofollow | Pede ao Google para não repassar autoridade. Serve para tráfego, marca e referência, sem o voto de SEO. |
Um perfil de links saudável costuma misturar os dois de forma natural. Um site que só recebe links dofollow, sempre das mesmas origens, pode parecer artificial. Por isso os nofollow também têm o seu papel: ajudam a compor um perfil que parece orgânico aos olhos do Google. E, embora não passem PageRank diretamente, eles ainda constroem autoridade de domínio de forma indireta, ao gerar visibilidade e tráfego.

rel sponsored e rel ugc: a evolução do nofollow
Em setembro de 2019, o Google anunciou uma mudança importante na forma como trata o nofollow. Em vez de um único atributo, passaram a existir três, para descrever melhor a natureza de cada link:
- rel="nofollow": o clássico, para links que você não quer endossar.
- rel="sponsored": para links pagos, de anúncios, patrocínios ou afiliados.
- rel="ugc": para links em conteúdo gerado por usuários, como comentários e fóruns.
Junto veio outra novidade: segundo a documentação oficial do Google, esses atributos deixaram de ser uma ordem absoluta e passaram a funcionar como uma dica (hint) que o buscador pode considerar para ranqueamento. Ou seja, o Google agora pode, em alguns casos, levar em conta um link nofollow.
Apesar da evolução, o nofollow tradicional continua sendo o mais comum. Um estudo da Ahrefs com os 110 mil maiores sites descobriu que 10,6% de todos os backlinks são nofollow, enquanto os atributos ugc e sponsored ainda têm adoção baixíssima.
Quando usar links nofollow
Saber quando aplicar o nofollow evita tanto endossar páginas que você não conhece quanto violar as diretrizes do Google. Os casos mais comuns são:
- Links pagos: qualquer link comprado, patrocinado ou de afiliado deve levar rel="sponsored" (ou nofollow). Passar autoridade em link pago viola as regras do Google.
- Conteúdo de usuários: comentários, fóruns e perfis com links inseridos por terceiros pedem rel="ugc" ou nofollow, já que você não controla para onde apontam.
- Fontes que você não endossa: ao citar um site duvidoso como exemplo, o nofollow deixa claro que você não o endossa.
- Links de utilidade: páginas de login, termos de uso ou áreas que não precisam de força de SEO.
Nos links editoriais que você insere de propósito, como em um guest post seu ou entre páginas de referência do seu setor, o dofollow costuma ser o certo, porque ali você realmente quer endossar o destino. Esse controle é parte do trabalho de SEO off-page.

Links nofollow ajudam no SEO?
Existe um mito de que link nofollow não serve para nada em SEO. A realidade é mais rica. Mesmo sem passar autoridade direta, esses links entregam valor real:
- Tráfego de referência: um link nofollow em um site movimentado pode trazer muitos visitantes, e esse tráfego vale por si só.
- Visibilidade e marca: aparecer em veículos relevantes constrói reconhecimento, mesmo sem o voto de SEO.
- Perfil natural: uma mistura saudável de dofollow e nofollow sinaliza um crescimento orgânico de links.
- Descoberta: como o nofollow virou uma dica, o Google pode seguir alguns desses links para encontrar novas páginas.
Ou seja, buscar apenas links dofollow é uma estratégia míope. O foco deve ser conquistar menções relevantes, e não filtrar cada link pelo atributo. Se, em algum momento, você acumular muitos links tóxicos, aí sim vale usar o disavow para pedir que o Google os ignore.
Nofollow no Instagram e outros sentidos do termo
Se você pesquisou nofollow e apareceram aplicativos de Instagram, não se assuste: a palavra ganhou um segundo sentido, sem relação com SEO. Vale separar os dois:
- Nofollow em SEO: o atributo de link deste glossário, que controla a transferência de autoridade.
- Apps de no follow no Instagram: ferramentas que mostram quem não segue você de volta na rede social. Muitos se chamam NoFollow ou Não Seguidores, mas nada têm a ver com links ou com o Google.
Para saber quem não te segue de volta no Instagram, esses apps até funcionam, mas tenha cuidado ao dar acesso à sua conta a serviços de terceiros. Neste glossário, porém, nofollow é sempre o atributo de link do SEO.